quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Panorama aprofundado das ideias do Professor Adriano Moreira sobre conflitos na Europa

 




Os Conflitos e a Identidade Europeia 


Adriano Moreira abordou a questão da identidade europeia como um fator determinante na formação dos Estados e na estabilidade do continente. Para ele, a Europa sempre se caracterizou por uma tensão entre unidades nacionais e uma identidade comum em construção. O autor argumentava que a identidade europeia não é apenas um conceito cultural, mas também político e estratégico, influenciado por forças externas e internas.

A crise de identidade da Europa foi exacerbada pelos conflitos internos, desde as Guerras Napoleônicas até as Grandes Guerras do século XX. Segundo Moreira, o Tratado de Versalhes (1919) e o Tratado de Yalta (1945) representaram tentativas de reconfiguração do continente, mas falharam em consolidar uma paz duradoura. A divisão da Europa durante a Guerra Fria reforçou as linhas de fratura dentro do continente, dificultando a formação de uma identidade unificada.

A integração europeia, a partir do Tratado de Roma (1957), foi vista por Moreira como uma tentativa de superar esses desafios, criando uma estrutura institucional que garantisse estabilidade e prevenisse novos conflitos. No entanto, ele alertava para as dificuldades de conciliar interesses nacionais divergentes e consolidar um patriotismo constitucional que substituísse as lealdades tradicionais aos Estados nação.

As Fronteiras da Europa e a Geopolítica da Guerra

Para Adriano Moreira, as fronteiras da Europa são um dos elementos centrais para compreender a dinâmica dos conflitos no continente. Ele argumentava que as fronteiras europeias não são meras delimitações geográficas, mas sim construções históricas, culturais e políticas que refletem as relações de poder entre Estados e blocos rivais.

A desintegração da Iugoslávia e o colapso da União Soviética nos anos 1990 trouxeram à tona questões fundamentais sobre a reorganização das fronteiras europeias. Para Moreira, esses eventos demonstraram que o modelo de fronteiras estabelecido no pós-guerra estava longe de ser definitivo, uma vez que identidades nacionais e rivalidades históricas continuavam a influenciar os acontecimentos políticos e militares.

A expansão da União Europeia e da OTAN para o Leste Europeu foi outro ponto abordado por Moreira. Ele via essa expansão como uma tentativa de consolidar a segurança no continente, mas alertava para os riscos de uma reação adversa por parte da Rússia, cujos interesses estratégicos estavam sendo diretamente afetados. A Guerra da Ucrânia, iniciada em 2014 e intensificada em 2022, confirmou suas preocupações, evidenciando que as disputas de fronteira ainda desempenham um papel crucial na política europeia contemporânea. A verdade é que este território ainda está em luta pela sua definição, sendo que, na sua essência o povo em disputa é o mesmo, por isso  um conflito sem fim à vista, na esperança que os interesses econômicos e militares americanos possam interceder e por fim à guerra. 

O Papel das Alianças Militares na Guerra Europeia

Adriano Moreira analisou extensivamente o papel das alianças militares na segurança europeia. Ele destacou que a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi criada em 1949 como uma resposta às ameaças percebidas da União Soviética, estabelecendo um sistema de defesa coletiva que garantiria a segurança dos Estados membros.

Com o fim da Guerra Fria, Moreira observou que a NATO passou por um processo de adaptação, deixando de ser apenas uma aliança defensiva para se tornar um ator ativo na política internacional. As intervenções militares nos Bálcãs nos anos 1990 e no Afeganistão após 2001 foram exemplos dessa nova postura, que ele via como uma tentativa de redefinir o papel da aliança na ordem global.

A relação entre a NATO e a União Europeia também foi um ponto central na análise de Moreira. Ele argumentava que a construção de uma política de defesa europeia independente era um desafio complexo, dada a dependência militar dos países europeus em relação aos Estados Unidos. A crise ucraniana evidenciou essa realidade, com os países europeus dependendo fortemente do apoio da NATO para conter a agressão russa.

Reflexões Finais

As contribuições de Adriano Moreira sobre a guerra na Europa continuam a ser fundamentais para compreender os desafios enfrentados pelo continente. Seu trabalho oferece uma visão abrangente sobre a interseção entre identidade, fronteiras e alianças militares, destacando a complexidade das relações internacionais na região.

A sua perspectiva académica não apenas contextualiza os eventos históricos, mas também serve como um guia para entender os desafios contemporâneos, como a ascensão de nacionalismos, a reconfiguração das alianças militares e o papel da União Europeia na estabilidade global. Moreira enfatizava que, para garantir a paz e a segurança no continente, seria necessário um equilíbrio delicado entre a cooperação institucional e o respeito às particularidades nacionais.


Bibliografia


Moreira, A. (1974). A Europa em Formação. Lisboa: Edições Livros Horizonte.


Moreira, A. (1991). "Situação Internacional Portuguesa". Revista Militar.


Moreira, A. (2005). "As Fronteiras da Europa". Não e a Nação.


NATO (2022). The Role of NATO in European Security.


Treaties of Versailles (1919) and Yalta (1945), Historical Archives.



Profissão de Manicure: Uma Análise Abrangente

 







Tipos de Unhas de Gel e a Profissão de Manicure: Uma Análise Abrangente

A indústria da beleza tem testemunhado um crescimento notável nas últimas décadas, com a manicure emergindo como uma profissão de destaque. Entre os serviços mais procurados, as unhas de gel se destacam pela durabilidade e estética. Este artigo explora os diferentes tipos de unhas de gel, o perfil demográfico das clientes que buscam esses serviços, os rendimentos médios das manicures e as oportunidades de crescimento profissional na área, além de apresentar exemplos de trabalhos elogiados no setor.

Tipos de Unhas de Gel

As unhas de gel são apreciadas por sua resistência e aparência natural. Existem vários tipos, cada um com características específicas:

  1. Gel UV/LED: Este gel é aplicado em camadas finas e endurecido sob luz UV ou LED. Proporciona um acabamento brilhante e natural, sendo ideal para quem busca reforçar as unhas naturais sem alongá-las.

  2. Gel de Construção (Hard Gel): Mais espesso que o gel UV/LED, é utilizado para alongar as unhas, permitindo a criação de extensões duráveis e personalizadas.

  3. Polygel: Combina as melhores características do gel e do acrílico. É moldável, leve e resistente, oferecendo flexibilidade na aplicação e um acabamento natural.

  4. Gel de Fibra de Vidro: Utiliza pequenas fibras de vidro para reforçar e alongar as unhas. É uma opção para quem busca unhas finas, porém resistentes.

  5. Gel de Banho: Aplicado diretamente sobre a unha natural, sem extensões, serve para fortalecer e proteger, proporcionando um brilho discreto.

Perfil Demográfico das Clientes de Manicure

Compreender o perfil das clientes é essencial para oferecer serviços personalizados. Estudos indicam que a idade das clientes varia amplamente. Por exemplo, uma pesquisa realizada na região oeste do Paraná, Brasil, revelou que a idade das participantes variou entre 18 e 60 anos, com média de 36,7 anos. Além disso, a população acima de 60 anos tem crescido significativamente e continua a valorizar cuidados estéticos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2050, essa faixa etária representará um terço da população brasileira, indicando um mercado potencial em expansão para serviços de manicure direcionados a seniores.

Rendimentos Médios das Manicures

Os rendimentos das manicures variam conforme a região, experiência e modelo de trabalho (autônomo ou empregado). No Brasil, muitas profissionais trabalham por comissão, sem vínculo empregatício formal. Estudos apontam que algumas manicures chegam a trabalhar mais de 12 horas por dia, muitas vezes sem benefícios trabalhistas. Em termos de remuneração, uma pesquisa realizada em Minas Gerais revelou que 74,3% das manicures trabalhavam sem vínculo legal oficial, o que impacta diretamente seus rendimentos e direitos trabalhistas.

Possibilidades de Expansão Profissional

A profissão de manicure oferece diversas oportunidades de crescimento:

  1. Especialização: Aprimorar-se em técnicas avançadas, como nail art, alongamentos e cuidados específicos, pode diferenciar a profissional no mercado.

  2. Participação em Competições: Concursos de unhas são plataformas para demonstrar habilidades e ganhar reconhecimento. Eventos como o Nailympia oferecem oportunidades para profissionais exibirem sua criatividade e técnica, além de possibilitarem networking e aprendizado.

  3. Educação e Mentoria: Após adquirir experiência, muitas manicures optam por ensinar, oferecendo cursos e workshops para novas profissionais. Por exemplo, Viktoriia Klopotova, renomada profissional com quase 30 anos de experiência, ministra master classes exclusivas para manicures e designers de unhas, compartilhando seu vasto conhecimento.

  4. Empreendedorismo: Abrir um salão próprio ou uma esmaltaria permite maior controle sobre o negócio e potencial de lucro. Estudos de viabilidade indicam que, com planejamento adequado, é possível estabelecer um negócio sustentável na área de beleza.

Exemplos de Trabalhos Elogiados no Setor

Muitas manicures têm se destacado internacionalmente devido à qualidade e criatividade de seus trabalhos. Alguns exemplos incluem:

  • Kirsty Meakin: Reconhecida mundialmente por suas criações inovadoras em nail art, Kirsty desenvolve designs altamente detalhados e tem sido premiada em diversas competições de unhas.

  • Viktoriia Klopotova: Especialista em unhas esculpidas e técnicas avançadas de alongamento, Viktoriia já treinou milhares de profissionais e é referência em campeonatos mundiais.

  • Max Estrada: Criador da marca Bio Sculpture, Max desenvolveu técnicas sustentáveis para a aplicação de unhas de gel, recebendo elogios por sua abordagem inovadora e ecológica.

  • Tom Holcomb (in memoriam): Um dos pioneiros na indústria de unhas esculpidas, Holcomb venceu inúmeras competições internacionais e suas técnicas continuam a influenciar manicures em todo o mundo.

Desafios da Profissão

Apesar das oportunidades, a profissão de manicure apresenta desafios significativos:

  • Saúde Ocupacional: O manuseio constante de produtos químicos e posturas inadequadas podem levar a problemas de saúde. É crucial que as profissionais adotem medidas de segurança, como o uso de equipamentos de proteção individual e pausas regulares para alongamento.

  • Reconhecimento Profissional: A falta de formalização e benefícios trabalhistas é uma realidade para muitas manicures. A busca por regulamentação e direitos é essencial para a valorização da profissão.

Conclusão

A profissão de manicure é dinâmica e oferece múltiplas oportunidades para quem busca crescimento e reconhecimento. Com a especialização em técnicas como as unhas de gel, participação em competições e investimento em educação contínua, as profissionais podem alcançar destaque no mercado. No entanto, é fundamental estar atento aos desafios da profissão e buscar constantemente a valorização e formalização do trabalho.

Bibliografia