segunda-feira, 13 de junho de 2022

Criptomoedas e a Mineração

 

 Criptomoedas e a Mineração



 

Em sentido genérico, uma cripto moeda é dinheiro, como as moedas que habitualmente transacionamos no nosso cotidiano, com uma diferença fundamental é inteiramente digital. Este tipo de dinheiro não é emitido por nenhum governo, como o caso do euro ou do dólar, chamadas moedas fiduciárias.

O conceito tácito das cripto moedas foi abordado em 1998 por por Wei Dai, onde propôs utilizar a criptografia para verificar a realização de transações com um tipo novo de dinheiro. A grande consequência desse novo conceito é que ao ser posto em prática, não existe mais a necessidade de existir uma autoridade central controladora como acontece com as moedas convencionais.

Na realidade as cripto moedas são usadas com os mesmos destinos da moeda física, assumindo três funções fundamentais, facilita as transações comerciais como meio de troca, para a proteção do poder de compra no futuro através da reserva de valor e também como unidade contábil, quando os produtos são tabelados e o cálculo financeiro é realizado em função dela. Atualmente, o Bitcoin ainda não alcançou o estatuto de unidade de conta, por conta da grande volatilidade que a sua cotação está sujeita.

Aqui chegados, importa perceber como é realizada a produção deste tipo de dinheiro digital, sendo que para isso é preciso abordar o assunto da mineração.

No sentido de aprofundar o tema da mineração, é preciso saber que as moedas digitais, como o bitcoin, reproduzem um código complexo que não pode ser alterado, porque as transações são protegidas pela criptografia. Desse modo, como não existe uma autoridade que acompanhe as transações, estas precisam de ser registadas, validadas individualmente por um grupo de pessoas, ou melhor pelos seus computadores que estão a resolver os cálculos matemáticos gravando-as no denominado blockchain. Este ultimo, mais não é do que um registro enorme de banco de dados públicos, das transações realizadas em cada unidade de bitcoin, sendo que as outras moedas também se baseiam no mesmo principio tecnológico.

Todas as transações são únicas, quem regista essas transações são os mineradores, que oferecem a capacidade de processamento dos seus computadores para realizar, registar e conferir as operações em troca de remuneração de novas unidades de criptomoedas.

Pelo exposto, designadamente o bitcoin é criado mediante a utilização de uma rede formada por milhares de computadores, a resolver problemas matemáticos complexos que verificam e validam as transações contidas no blockchain.

Resumidamente, a mineração é a produção de novas unidades de moedas digitais, sendo que, à semelhança da extração de oiro da terra, quanto mais computadores são usados para o aumento da capacidade de processamento na mineração os problemas matemáticos ficam cada vez mais difíceis de resolver, ou seja, isso acontece precisamente para limitar o processo de mineração, sendo o bitcoin como o ouro um bem finito, conforme abordado mais frente.

Importa referir que, apesar de o bitcoin ser a moeda digital mais conhecida existe uma variedade de outras moedas com características bem distintas.

O bitcoin, (BTC) é a mais reconhecida das moedas digitais, tendo sido o primeiro sistema de pagamentos global completamente descentralizado.

Em plena crise financeira global de 2008, lançada pelo colapso no mercado americano, é esboçado este sistema com o objetivo de eliminar o dinheiro papel e a necessidade da banca intermediar as operações financeiras. A primeira prova deste conceito foram aludidos num artigo assinado por Satoshi Nakamoto, pseudônimo de um programador ou de um grupo de programadores, que até hoje não foram identificados. Este grupo de programadores criou a logica de funcionamento do blockchain, que permitiu a existência do bitcoin, tendo sido ainda estabelecido um limite máximo de 21 milhões de bitcoins para circulação, cujo limite se prevê ser atingido com a última moeda minerada no ano de 2140.

Numa tentativa de aperfeiçoar o bitcoin original surge o bitcoin cash, (BCH) em agosto de 2017, assim o bitcoin original que contava com taxas mais elevadas e maior tempo no processamento de cada operação; é aprimorado pelo bitcoin cash que permitiu um limite de de bloco de 8 mb, maior que o de 1 mb do original, o que facilitou a confirmação de transações de forma mais rápida e com taxas mais baixas. O processo de funcionamento é semelhante ao original também com um limite de 21 milhões de moedas.

Sobre a moeda do Ether, em 2016 foi detetado por um hacker uma falha no sistema que lhe permitiu furtar 50 milhões de dólares em Ether, o que originou o repensar do futuro da moeda, tendo a comunidade que a mantinha criado uma nova rede, o Ethereum Classic, cuja moeda de popularizou por Ethereum, (ETH). Após o apoio da comunidade esta moeda ficou a valer mais do que a primeira versão, até porque, o Ether moeda original, não fora criado para ser uma moeda digital como o bitcoin, ou seja, a ideia era ser um ativo para recompensar os programadores pelo uso da plataforma Ethereum nos seus projetos. Esta plataforma descentralizada é utilizada para execução de contratos inteligentes; que são operações automatizadas que acontecem quando certas condições são observadas. Como no bitcoin, na base de validação das transações com Ethereum, está também a blockchain garantindo a segurança evitando enganos, cuja criação de novas moedas assenta também no processo de mineração, sendo das criptomoedas mais negociadas do mundo.

Por outro lado, a moeda Tether, (USDT), lançada em 2014 é uma stablecoin, porque tem alicerce na moeda física, ou seja, esta mantem uma paridade com o dólar americano, o que significa que por cada Tether produzido é preciso existir um dólar equivalente em cofre. A principal característica desta moeda é ser uma moeda estável, com menor volatilidade representando as moedas físicas no mundo digital, tornando-se na opção para executar transferências das diferentes cripto moedas pelos sistemas. Esta diferença permite aos investidores se protegerem das várias variações de preços de outros ativos evitando perdas avultadas durante as operações, é negociada essencialmente na bitfinex, uma bolsa de criptomoedas que tem acionistas em comum com a empresa Tether controladora da moeda.

Outra moeda de destaque criada em 2011 é o Ripple, (XRP), que é baseado num protocolo de pagamento a funcionar no sistema XRP, uma das características desta moeda é o suporte de tokens na sua rede, que é a representação de moedas convencionais e outros bens. Este sistema permite realizar pagamentos imediatos e seguros, pensado pelo programador Ryan Fugger, o gestor Chris Larsen e o programador Jed McCaleb, esta moeda é mais que um tipo de dinheiro, é um sistema em que qualquer moeda, como por exemplo, o bitcoin pode ser negociada. Em certa medida de funcionamento o Ripple pode-se comparar com os bancos, porque pode aceitar vários ativos facilitando a realização das transações. Por essas razões o Ripple caminha em sentido oposto ao idealizado pelas restantes moedas digitais, que têm como ideologia a não dependência no sistema financeiro convencional para a realização das operações. Outra forte característica é que não existe um processo de mineração, como concretamente no caso do bitcoin ou Ethereum.

Antes de terminar a abordagem sobre as cripto moedas, é necessário falar ainda de mais uma moeda semelhante ao bitcoin, o litecoin, (LTC), criado em 2011 por um ex-funcionário do Google Charlie Lee, porque tem como característica a redução no tempo da confirmação das transações no processo de mineração, facilitando a participação no processo de criação por qualquer pessoa. Com um processamento mais rápido, esta moeda é o mais indicado na realização da transações do dia-a-dia e ao contrário do bitcoin que funciona como reserva de valor esta moeda tem um limite superior de produção tendo como limite os 84 milhões de moedas.

Em suma, o cripto moedas são ativos, fruto de uma recente tecnologia de logica avançada de funcionamento, sendo que, ainda existe muito por entender na operação das mesmas, contudo oferecem vantagens em relação às moedas físicas e outros meios de pagamento, por exemplo, liberdade de pagamento; tanto a receber, como a pagar é instantâneo, com taxas muito baixas ou até inexistentes, segurança nos dados pessoais aquando dos pagamentos sem os vincular, protegendo assim a identidade e até furtos com a utilização das cópias de segurança através da criptografia. Todas as informações estão registadas na blockchain e nenhuma instituição pode controlar ou manipular o protocolo da moeda digital. Por outro lado, do ponto de vista menos positivo temos a grande volatilidade das moedas que estão na correlação direta do grau de aceitação dos utilizadores, sendo que ainda existe poucos estabelecimentos a aceitar essa forma de pagamento. As cripto moedas estão cada vez mais a ganhar visibilidade, e os analistas de mercado, vislumbram um amadurecimento de mercado com a redução da volatilidade ao longo do tempo.

Após compreender o que são e como funcionam as cripto moedas, mergulhamos no conceito de mineração como suporte ao projeto de turismo rural. Já existem muitas pessoas a utilizar a mineração como forma de suportar, por exemplo, as despesas de manutenção dos condomínios, mas parece-me inovador o conceito de sustentabilidade de um negócio através da mineração.

Segundo Bazan, (2018) há duas maneiras de obter as cripto moedas, ou pela sua compra em site especializado para o efeito ou através do processo de mineração, através de cálculos matemáticos computacionais do hardware para descriptografar novas transações da moeda em um novo bloco, validando-o, inserindo-o no Blockchain, ganhando-o uma recompensa nessa moeda. É portanto essa a decisão de sustentabilidade que se quer implementar no projeto de turismo rural, investir em equipamentos capazes de garantir o ROI, (retorno do investimento), permitindo ainda após essa fase, alimentar o negocio com capital suficiente para que mesmo que o core business não esteja a rentabilizar como se ambiciona, o negocio não fica comprometido, porque é sustentado pela mineração.

Ao longo do tempo, a inovação é notável no que concerne aos equipamentos utilizados para minerar, aparelhos mais específicos e mais eficientes foram criados para a mineração (ALKUDMANI, 2020), sendo que, o retorno está intimamente ligado ao tipo de máquina utilizada, quer seja baseada em placas gráficas ou asics, sendo que, para este projeto se tenha decidido utilizar o seguinte equipamento.





Pelo exposto, de forma resumida a posse de placas de vídeo, processador, memoria e uma placa mãe com um número considerável de slots pci express e uma fonte de alimentação daria para iniciar o processo de mineração, (Financialmove, 2018), todavia apesar das placas de vídeo servirem bem o propósito, elas foram criadas com outras funções, dai a escolha de um antiminer. Esta possui um desempenho elevado na resolução de cálculos matemáticos essencial para minerar cripto moedas. Segundo Bazan, (2018) esse computador pode ser comprado em site especializado, existindo vários modelos no mercado, onde as principais diferenças entre eles são poder de processamento e o consumo de energia.

Segundo Riggs (2019) a bitmain criou a antminer Z11 que tem três vezes a capacidade de processamento do anterior modelo, superando as máquinas concorrentes em consumo de energia e eficiência. Importa esclarecer e como plano de contingência que existe alternativa a estas máquinas dedicadas, por exemplo, formar a conhecida pool de mineração, que mais não é do que várias pessoas a combinar o poder computacional das suas maquinas para uma maior eficiência e desempenho e, à medida que se têm uma recompensa, ela é dividida por todos os participantes (PASTORINO, 2018).

Ainda em alternativa, temos o processo denominado de Clound Mining, que se traduz no investimento de determinado valor em uma empresa que possui equipamentos de mineração, (hubmines.com), oferecendo dividendos percentuais do montante investido, em forma de valor fiduciário ou em moedas digitais, (LESSA, 2020).

O cripto moedas estão na moda, é de fato uma tendência de gerar renda rápida, sendo cada vez mais conhecidas e utilizadas pelo mundo. Em Portugal, mesmo que esta tecnologia ainda não seja muito acessível, até por causa da falta da regulamentação e de poucos estabelecimentos as utilizarem como meio de pagamento, pouco a pouco observa-se a sua introdução e prevê-se a sua implementação, que acabará por revolucionar os meios de transferência e troca de bens e serviços.

Em suma, as possibilidades são imensas, devido à rentabilidade e margem de lucro que a mineração oferece, podendo ser o alicerce de muitos negócios, a variedade de cripto moedas e as respetivas valorizações dependentes das oscilações de mercado, podem fazer a diferença de escalabilidade das próprias empresa que as adotam. Claro que o jogo de compra e venda se assemelha à bolsa tradicional, mas a vertente de produção, mineração pode permitir para além de um ganho constante real, diário, mensal e anual, a possibilidade a longo prazo, de um ganho substancial como já aconteceu, passando um bitcoin, de um valor zero a 69.000 dólares, (https://coinmarketcap.com).

 

BIBLIOGRÁFICA:

-       ANDERSON, Andreas Criptocurrencies, Wisconsin: 2017, Pubish Drive. ANTONOPOULOS, Andreas M. Mastering Bitcoin. Unlock digital cripto-currencies. O’Reilly, 2014. Mastering Bitcoin. Unlock digital cripto-currencies. O’Reilly. 2016. Versão traduzida.

 

-       FERBER, Stefan. How the Internet of Things Changes Everything. Harvard Business Review. 2013. Disponível em https://hbr.org/2013/05/how-the-internet-of-things-cha. Acesso em 2017/12/25.

 

-       LEE, Larissa. New Kids on the Blockchain: How Bitcoin's Technology Could Reinvent the Stock Market. Hastings Bus. LJ, v. 12, p. 81, 2015.

 

-       GIUNGATO, Pasquale. ew Current Trends in Sustainability of Bitcoins and Related Blockchain Technology, in Sustainability Magazine 2017, 9

 

-       KAMIENSKI, Carlos, SOUTO Eduardo, ROCHA, João, DOMINGUES, Marco, CALLADO, Arthur, SADOK, Djamel. Peer-to-Peer: Computação Colaborativa na Internet. 2004. Disponível em http://www.lbd.dcc.ufmg.br/colecoes/jai/2005/004.pdf. Acesso em 2018/05/01.

 

-       NAKAMOTO, Satoshi. Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System. 2008. Available in https://bitcoin.org/bitcoin.pdf. Acesso em 2022/06/12

 

-       NARAYANAN, Arvind; BONNEAU, Joseph; FELTEN, Edward; MILLER, Andrew; GOLDFEDER, Steven. Bitcoin and Cryptocurrency Technologies: A comprehensive Introduction. Princeton University Press, 2016.

domingo, 30 de janeiro de 2022

Gestão Estratégia - Será que é a definição da estratégia que vai determinar a estrutura, ou pelo contrário, a estrutura existente condiciona a estratégia?




Falar sobre Gestão Estratégica, é sobretudo refletir sobre conceitos de estratégia, poder, e liderança, que é de uma tamanha ampla abrangência, que penso ser permitido concluir que não cabe no cômputo desta reflexão, a sua observação aprofundada, mas sim o seu entendimento genérico.

Antes de abordar esta temática, penso ser essencial para chegar à resposta da pergunta supramencionada, compreender o conceito de estratégia, de política, poder, e sobretudo o conceito de liderança.

Em bom rigor e na verdade, a estratégia é em simultâneo uma ciência e uma arte, porque se constitui de um objeto concreto de investigação e analise, através de instrumentos teóricos e práticos, relacionando os factos e acontecimentos. Enquanto ciência socorre-se de ferramentas teóricas, todavia existem limitações estruturais do conhecimento científico, resultantes da escassez de dados, variedade de soluções estratégicas, lógica casual das ações opostas, pluralidade de atores e a pessoalização das decisões.

Por outro lado, como os desfechos estratégicos dependem da capacidade de inspiração do individuo estratégico é também considerada uma arte, que resulta de um conjunto de fatores de decisão. Estes fatores de decisão utilizam além do elemento objetivo, a componente subjetiva do aceitável, da probabilidade e da exequibilidade indispensáveis no delinear estratégico.

O desenho da arte espelha a forma habilidosa como se utiliza os meios, se gere o tempo e se liga os dois, nesse sentido, ao longo do tempo não se materializou a estratégia como uma ação puramente científica e imutável. O cariz da adaptabilidade e aplicabilidade da estratégia como matéria intelectual de elevada ordem permite ao estratega aplicar ideias com precisão, clareza e imaginação, sendo por isso um processo dinâmico e não estático.

A estratégia é autenticada nas competências do estratega que reflete um líder, praticante e teórico. A estratégia da organização é a soma das decisões e ações que oferecem de forma sustentável maior valor ao cliente do que a concorrência (Freire, 2020).

Em termos de terminologia “politica” deriva da palavra “Polis”, (Cidade-Estado), onde se desenvolvia a atividade, em comunidades de grande e pequena dimensão, de quem exercia o poder ou quem lutava para o alcançar, defendendo o interesse de todos os membros da polis, incluindo, os interesses de justiça, segurança e bem-estar. Evolutivamente, passou-se de uma perspetiva liberal de defesa e preservação de liberdade e direitos patrimoniais face ao estado, para uma perspetiva de utilização do estado, como garantia da consagração dos direitos económicos, sociais, culturais e mais tarde ambientais.

Em sentido restrito, Poder, traduz-se na capacidade de estabelecer qual deve ser a vontade alheia independentemente do processo utilizado para o efeito, nomeadamente, através do meio coercivo ou da capacidade de despertar a vontade humana de obedecer através do consentimento. Atento ao poder como fenómeno político, no sentido mais lato, caracteriza-se por ser exercido em maior escala, encarnando um sentido de obediência abstrato, ou seja, em vez de o individuo estar subordinado no seu livre arbítrio a uma pessoa concreta, os seus procedimentos são regulados e legitimados pelo poder político. Importa referir ainda sobre o poder político, a sua legitimação, organização, limitação e espaço do seu exercício.

Em termos genéricos o poder político reúne à sua volta o consenso mínimo dos apoiantes e adversários que lhe permite ser aceite sem o recurso sistemático e exclusivo à violência. Juridicamente o poder decorre da escolha efetuada nos termos da constituição e da perspetiva social, sendo legítimo, o poder que seja aceite pelo maior numero, independentemente da razão que fundamente esse facto.

A globalização e a criação de organizações como o FMI, UNESCO e a própria U.E., trouxe a necessidade de prestar atenção acrescida sobre a problemática dos espaços do exercício de poder e a sua natureza, quer seja em organizações privadas ou públicas.

Naturalmente ao abordar o assunto da gestão estratégica é preciso falar ainda sobre liderança; que no fundo é a inteligência de manipular as pessoas para trabalharem com entusiasmo apontando alcançar os objetivos reconhecidos como sendo para o bem comum, (HUNTER, 2004, p. 25). Segundo Chiavenato (2003), o conceito de liderança surgiu na década de trinta, fora do campo da história e da filosofia, já que cada autor tem o seu conceito sobre a liderança, sendo o mais usual definido pela capacidade de influenciar um grupo em direção ao alcance de objetivos.

Na minha perspetiva, um bom líder deve de forma eficiente granjear um equilíbrio entre os objetivos da empresa, perfilando-os com os objetivos de quem trabalha na empresa. O líder deve deter competências e liderar pelo exemplo, sendo honesto com os subordinados, mas retirando deles o máximo das suas capacidades produtivas em prol da empresa. Deve atingir uma harmonia, segundo os recursos que possui, visando o lucro da empresa e assegurando que os subordinados tenham também a oportunidade de conseguir atingir os seus objetivos pessoais.

A liderança reconhece a forma como os líderes desenvolvem e seguem a função, visão e os valores essenciais para apoiar o sucesso da Organização (Manual CAF 2013, 2019, p. 19). Este raciocínio reparte-se em orientar a empresa através do desenvolvimento da missão, visão e valores; desenvolver e implementar um sistema de gestão da empresa, do desempenho e da mudança; motivar e apoiar as pessoas da empresa e servir de modelo; gerir as relações com os políticos e com as outras partes interessadas de forma a assegurar uma partilha de responsabilidade.                                                                                                         

Seguidamente, deparamo-nos com o planeamento estratégico, que é a forma como a empresa planifica e executa a sua estratégia mediante as suas necessidades, recursos e expectativas dos Stakeholders (Manual CAF 2013, 2019, p. 24). Este último fragmenta-se, naquilo que a empresa efetua na busca da informação referente às necessidades atuais e futuras visando todas as partes envolvidas; na forma como a empresa trata a informação recolhida e planifica a sua estratégia, como a implementa em toda a estrutura e como prevê a sua modificação e evolução.                                                                                                                                             

Posteriormente, refletimos sobre o capital humano, onde a empresa planifica e faz a gestão dos melhores recursos humanos, envolvendo-os com a estratégia da empresa (Manual CAF 2013, 2019, p. 29). É nesta sintonia que a empresa deve de forma equitativa e justa gerir os recursos humanos em consonância com os objetivos individuais e organizacionais, identificando, desenvolvendo, usando as competências das pessoas, através da comunicação, da delegação de funções sem deixar de garantir o bem-estar geral.                                                                     

Aqui chegados importa focar atenção nos recursos e parcerias, e saber de que forma a empresa pretende gerir, planear as parcerias, os recursos internos e garantir o cumprimento dos processos de estratégia (Manual CAF 2013, 2019, p. 33). A empresa na avaliação da sua estrutura deve, referenciar o que faz, para desenvolver e gerir as parcerias que acrescentam valor. Deve ainda implementar e fortalecer parcerias com os clientes, gerir os meios financeiros, a informação, os recursos tecnológicos e materiais.                                                                                                                                                                                                                                                                     

Por ultimo, no que concerne aos meios e processos, deve dominar a forma como são criados, geridos no sentido de os melhorar, visando o suporte necessário para modernizar as politicas e estratégias definidas, garantindo a satisfação através da criação de mais-valias para as partes envolvidas e naturalmente os clientes (Manual CAF 2013, 2019, p. 40).

A estratégia, na sua essência, na maioria das vezes, obedece aos fatores de decisão, que estão bem gravados na formulação e na operacionalização da modalidade da ação, todavia não cumpre a um raciocínio predefinido, pois trata-se de uma atividade criativa.

O pilar científico é importante na fase de formulação e operacionalização das estratégias, pois existe interesse que os líderes civis e militares percebam bem o modelo estratégico que integra a modalidade da ação, onde fazem parte os fatores de decisão, os níveis de decisão, execução, os princípios, regras, a vantagem estratégica, os modelos de ação e as provas da estratégia, de aplicação universal.

A operacionalização da estratégia nas empresas, permite aos líderes planear, discutir diferentes visões estratégicas, contudo é necessário salientar, que por muitas aproximações científicas que sejam construídas à formulação e à operacionalização da estratégia, esta permanecerá sempre, situada como uma arte e não como uma ciência.

Atento à obra “Memorias de um Outono Ocidental: Um seculo sem Bússola” do Professor Adriano Moreira, nós caminhamos numa europa sem rumo, distanciando gerações, provocando a morte antecipada da geração mais velha e seguindo um rumo de democracia não efetiva que nos vai conduzir à desordem mundial. É cada vez mais, necessário o vínculo a uma mentalidade de constante adaptação e aprendizagem.

As sociedades estão cada vez mais dinâmicas, onde o processo evolutivo é esto diante, sendo que, a aceitação a esta nova realidade é inevitável, deve-se abraçar este espirito e sintonizar nesta atual corrente.

No mundo empresarial devemos aproveitar as formas e metodologias já utilizadas, contudo sem ignorar ou negar, as novas tendências, pois pode ser uma atitude fatal que evita decerto o sucesso das empresas.

“O Projeto, não é uma simples representação do futuro, mas um futuro para fazer, um futuro a construir, uma ideia a transformar em ato”. Jean Marie Barbier, (1993), dessa forma, através da ação, aliado à sapiência, com espirito inovador, atento às novas tendências, adquirindo novos conhecimentos e respeitando a ética moral e dos bons costumes, penso estar reunidos os ingredientes necessários para uma boa gestão estratégica.



Siglas:

- Globalização - Fenômeno da aproximação das pessoas e suas culturas a nível global. O processo de globalização abarca a dimensão económica, politica, social, jurídica, social, demográfica, cultural e religiosa, ou seja, um fenómeno amplamente abrangente com impacto em todas as áreas da interação humana.                                                                                                                                                                       - UNESCO - United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization,                                                  - FMI – Fundo Monetário Internacional,

- EU – União Europeia,                                                                                                                                    - SWOT - Forças (Strengths, Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities), Ameaças (Threats), (em Português F.O.F.A.).

 

 

Bibliografia:

 

- Aguiar, N. (2010). O Modelo de Gestão da Qualidade CAF (Estrutura de Avaliação Comum) O Papel da Liderança. Lisboa: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

      

- CHIAVENATO, Idalberto. Introdução a teoria geral da administração, 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. Bertrand Editora.                                                                                                                                    - HUNTER, - James. O monge e o executivo: Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

 

- Ribeiro, António Silva, Teoria Geral da Estratégia, Coimbra, Almedina, 2009.

 

- Ribeiro, António Silva, Planeamento da ação estratégica aplicado ao Estado, Lisboa, Minerva, 1998.     

 

- Ribeiro, António Silva, Política de Defesa Nacional e Estratégia Militar – modelo de elaboração, Lisboa, Segurança e Defesa, ed. Diário de Bordo, 2010.                      

 

- Rodrigues, Carlos (2021-11-11). Gestão Estratégica no Turismo/Hotelaria  [Webinar]. Politécnico de Leiria, https://www.youtube.com/watch?v=XWHbpAL5BZI

 

- PINTO, Carla, “Empowerment, uma Prática de Serviço Social”, 1988, in BARATA, O (coord), Política Social – Lisboa: ISCSP (p.247).

 

- GIDDENS, Anthony, “O Mundo na Era da Globalização”, Lisboa: Editorial Presença. 2000

 

- BESSA, António Marques, Elites e Movimentos Sociais, Lisboa: Universidade Aberta, 2002

 

- MOREIRA, Adriano – Ciência Politica 4. ed. Coimbra: Almedina, 2009.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Os Velhos e Novos Atores Políticos: Partidos e Movimentos Sociais

 






Os movimentos sociais, enquanto fenómenos de ação social, determinantes nas sociedades contemporâneas, atento à questão da relação existente entre elites, democracia e corrupção. 

 Os movimentos da sociedade sempre foram um fator decisivo na história humana, sendo que, no back stage operam, atores, ideias e recursos que se organizam de diferentes formas para conseguir soluções coletivas aos problemas enfrentados. Nesse sentido, para entender a sua dinâmica, diferentes teóricas ocorreram, especialmente nos EUA e na Europa. Nos estudos europeus, o foco marchou para a formação da identidade coletiva, noutra vertente, foram os estudos norte-americanos, que explorou e apadrinhou as componentes ligadas à estratégia e à estrutura dos movimentos sociais.  

Segundo Broom e Selznick os movimentos sociais podem ser classificados em consonância com os seus objetivos e os seus elementos constituintes. Para Chazel, o movimento social atende à ideologia e ou organização.                                                 

Atualmente, a globalização e as redes sociais vieram contribuir para o surgimento de novas formas de organização, conferindo aos movimentos sociais mais dinamismo, que descentralizados são competentes para persuadir a formação dos atores intervenientes, e consequentemente, influenciar na formulação das estratégias.  Pelo exposto, as opções que sobram à elite da política governante, face aos movimentos sociais é impregnar-se nos mesmos e incorporar parte dos seus líderes, eliminar ou proibir os movimentos, conceder cedências aos movimentos sociais ou inclusive ignorar os próprios movimentos sociais. Estes últimos transformam o mundo, porque mudam as leis e modificam as estruturas sociais, revelando uma variedade de atores imprevistos; as classes, os partidos, as organizações, as elites, entre outros.            

Em suma, com a democratização a corrupção transformou-se em alguns casos, em regimes políticos cleptocráticos, que obstruem o normal funcionamento das instituições e possibilitam o surgimento de novas formas de autoritarismo.

Em bom rigor, é nos casos mediáticos como a “Operação Marquês”, com o envolvimento de um antigo primeiro-ministro Português, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, em casos de corrupção, são razões de enorme preocupação, não só pela forma como trás desconfiança às instituições públicas, bem como, o descredito às elites políticas. Nesse sentido, estes fenómenos têm sido amplamente analisados do ponto de vista Sociológico, uma vez que, estes acontecimentos têm um grande impacto na sociedade, transformando-a, nomeadamente, através da adoção de novas leis. Assim sendo, no âmbito desta temática é necessário perceber alguns conceitos essenciais, designadamente, movimentos sociais, movimentos coletivos, globalização, cidadania, democracia e ideologia, entre outros…   

 Em sentido restrito e atento a Nolan e Lenski, o movimento social é um grupo com ligações flexíveis, que pretende a mudança da sociedade. Por outro lado, o comportamento coletivo é de curta duração e está tacitamente ligado a motivos emocionais, que termina com a resolução da situação que o despoletou. Efetivamente, nos dias de hoje, devido à dinâmica criada pelas etapas de protesto, impulsionado pela globalização, surgem novas ideologias, resultado da reconfiguração da cidadania politica; mais interventiva, participativa e exigente, simultaneamente, resultado do paradigma dos movimentos sociais. Ao analisar a distinção entre comportamento coletivo e movimento social, é necessário especial atenção à acepção e dimensões que comporta, designadamente, espacial, temporal e amplitude social.                                                                   

Desse modo, em todas as sociedades, existe graus diferentes de legitimação do poder, motivações e incentivos para a participação política, conduzindo a conflitos e tensões duradouras, entre estas diferentes modalidades e incentivos, que se reconhecem mutuamente como ilegítimos ou corruptos.                                                                                

É por demais evidente, que uma das características fundamentais de um sistema social coeso é a legitimidade das suas instituições públicas. Consequentemente, é esta legitimidade que permite que as autoridades públicas executem os seus mandatos com autoridade e eficiência, e o mínimo de coerção. Sempre que esta legitimidade não exista, a autoridade só pode se exercida, pelo autoritarismo e violência, ou uso da corrupção, através da cooptação de aliados e eleitores, recentemente verifica-se uma combinação de ambos. Dessa forma os regimes autoritários beneficiam a corrupção, onde, os regimes corruptos, terão sempre uma tendência ao autoritarismo, procurando diminuir a liberdade de imprensa, a autonomia do judiciário, e o exercício livre das oposições. 

A corrupção prejudica a coesão social de varias formas, designadamente, a corrupção económica impossibilita a competição salutar por preços e qualidade de produtos e serviços entre empresas, inibindo o investimento de longo prazo, demarcando desta forma o crescimento da economia e a distribuição de benefícios para toda a sociedade. 

O fraco desenvolvimento económico, a ineficácia, ineficiência e desigualdade de receita prejudica diretamente a crença na legitimidade das instituições, e aumenta os conflitos sociais. Para além disso a corrupção económica, ao corromper todos os níveis do setor publico, obstrui o desenvolvimento e fortalecimento de uma administração pública profissional de qualidade. Esta ultima, desperta ainda a seleção negativa de dirigentes políticos.  Por outro lado, apesar de a corrupção política em determinados momentos elevar a participação e acesso de determinados setores aos benefícios do poder, também colabora para a desmoralização da instituições e a evolução do abismo progressivo entre as leis e os códigos funcionais da vida quotidiana. Em termos democráticos a corrupção económica dificulta o funcionamento da democracia. 

Grosso modo é nas sociedades pouco desenvolvidas economicamente, onde sobressai a corrupção económica e política, principalmente por causa das desigualdades e por não possuírem mercados transparentes, onde o funcionamento das leis e o comportamento das autoridades públicas é imprevisível, refletindo-se em instituições públicas de pouca legitimidade.                                                                                     

Uma outra visão contrária ao período de crescimento económico pós 2ª Grande Guerra, é garantido pelos acordos e pela pacificação das diferenças ideológicas. Atualmente, as sociedades afetadas pela crise global, parecem empurradas a realçar as diferenças ideológicas e adotar uma posição de luta antissistema. Resultado de uma reorganização da cidadania política e das vicissitudes dos partidos políticos, novas maneiras de mobilização coletivas surgem, fortalecendo-se como princípios ideológicos. Apesar do aumento da inatividade da sociedade em relação aos partidos políticos, a ideologia está presente na rotina quotidiana do cidadão, onde os governos se vão substituindo na cadeira do poder, consequência da pressão que a democracia representativa está sujeita. Aqui chegados importa esclarecer que o comportamento coletivo e movimento social têm de ser perspetivados quanto ao sentido e dimensões que contêm, componente, espacial, temporal e amplitude social, assim sendo, o comportamento coletivo define-se como um comportamento casual e extra institucional. Resumidamente, o comportamento coletivo constitui uma ação espontânea, informal, imprevisível, ditada pelas normas dos seus participantes sem suporte ou enquadramento ideológico ou doutrinal, baseando-se numa dimensão espacial, temporal sujeita às ações a que propõem-se dar contestação imediata, logo espacialmente podem assumir o formato de ocorrência local, nacional ou até internacional, podendo durar minutos, horas ou dias. Este ainda está implicitamente ligado a causas emocionais, daí o seu caracter efémero, uma vez que, termina com a resolução da situação.

O movimento social afirma-se como uma ação coletiva de um grupo organizado menos natural e mais aperfeiçoado, opondo-se à ordem institucional, onde o seu objetivo é atingir as mudanças sociais, através do confronto político. Em contraste ao comportamento coletivo, a dimensão espácio temporal caracteriza-se pela forte extensão de acontecimento e de longevidade, que leva à continuidade de atuação do movimento não se esgotando a sua atuação após a resolução de um problema, perante a variedade de preocupações que os unem.

Em suma o comportamento coletivo tem como características a incidência do local; a conduta dos envolvidos visa uma resposta imediata para o problema; surge como uma ação espontânea, de um grupo ligado intimamente por motivações, sendo de cariz efémero.

Relativamente ao Movimento Social, este assume-se como movimento, devidamente planeado, estruturado nas suas ações, tendo um líder a assumir a direção do movimento. Advoga uma atitude oposta à ordem institucional, o comportamento do movimento é organizado, propositado e intencional, na organização de manifestações de luta e protesto numa variedade de situações conexas à prestação de serviços públicos. È sobretudo um Movimento que não se esgota, numa ação ocasional, arrogando-se contra a ordem institucional funcionando como um grupo de pressão, mantendo-se ativo com grande capacidade de mobilização e durabilidade, devidamente estruturado junta várias comissões e associações dos serviços públicos.

Atento a Neil Smelser e relativamente aos comportamentos coletivos, são seis as condições necessárias para o seu aparecimento e respetiva reação pretendida da sociedade, ou seja, uma representação piramidal, que abrange em sentido ascende os subsequentes patamares; condições estruturais favoráveis; tensões estruturais; emergência e difusão de uma crença generalizada; fatores precipitantes; mobilização para a ação; ausência de controlo social. Trata-se assim de uma teoria que se situa no âmbito das teorias do comportamento coletivo, derivada do funcionalismo de Talcott Parsons, que acentua a relação entre a composição estrutural das sociedades e a origem dos movimentos sociais, denominada de teoria das tensões estruturais. É uma teoria que procura alcançar através da identificação das condições favoráveis, à ocorrência de um comportamento coletivo, a explicação e compreensão da constituição dos movimentos sociais na sociedade.                                              

Por outro lado, esta teoria assume proporções demasiado mecanicistas, sendo que os movimentos são vistos mais sob a perspectiva do produto de tensões sociais e agentes de perturbação e desordem, maioritariamente ligados a comportamentos irracionais. O comportamento coletivo é assim entendido como derivado, pois da falha de equilíbrios, despreza a importância dos valores individuais, dos média e da cooperação internacional nas formas de constituição e desempenho dos movimentos Sociais.   

 No que diz respeito aos protestos levados a cabo pela função pública em geral, as condições foram preenchidas, pela existência de situações favoráveis associadas à crescente recuperação do emprego e da economia em geral, que converge na criação de condições estruturais favoráveis e no desenvolvimento de algumas reivindicações sociais.                                  

  A crise económica europeia que se alastrou revelou a incapacidade das instituições, em dar resposta aos problemas propiciando o aumento das tensões sociais e em simultâneo, favoreceu a difusão de propostas alternativas às instituições. Por outro lado, a convergência de fatores determinantes na validação do protesto, uma confluência vertida em dois grandes blocos de reivindicações, melhores salários e Sistema Político anticorrupção. Da mobilidade dos intervenientes, é conseguida à custa de um engenhoso aproveitamento das redes sociais e das novas tecnologias, bem como, de um privilegiar de novas formas de marketing.                                                                                            

Por último no que diz respeito ao imperfeito controlo social, é de referir que, a imagem transmitida, pelos órgãos de comunicação social ou até através da internet sobre atuação desses movimentos pode fortalecer, criar simpatia pelo grupo, como também pode se revelar o oposto. A tolerância e permissão do nosso sistema institucional desempenha um papel fundamental.

 

BIBLIOGRAFIA:

 

- BESSA, António Marques – Elites e Movimentos Sociais – Lisboa: Universidade Aberta, 2002 _ ISBN:978-972-674-377-4;          

-STOCK, Maria José (coord.) - Velhos e Novos Atores Políticos: Partidos e Movimentos Sociais (Cap.9,10 e11) - Lisboa: Universidade Aberta, 2005 _ ISBN:972-674-455-5, (pp. 228-239; 240-257; 258-303);

-DOGAN, Mattei. «Méfiance et corruption: discrédit des élites politiques», Revue internationale de politique comparée, vol. 10, n.º 3, 2003, (pp. 415-432); (tradução nossa).                

domingo, 9 de maio de 2021

A intervenção social da internet em tempo de crise pandêmica

 


Num mundo cada vez mais global, a internet assume-se como a derradeira ferramenta que sustenta a continuidade do sistema educativo, permitindo o acesso à comunicação e informação por via dos diversos dispositivos tecnológicos, sendo que, hoje é tida como comum e devidamente embrenhada em nossas sociedades, especialmente nas mais desenvolvidas, integrando e unindo as pessoas à volta do globo.

 Neste contexto, importa perceber a sua afirmação nas nossas sociedades, como fator decisivo e indispensável na melhoria e desenrolar do nosso quotidiano. Efetivando tal raciocínio é essencial pensar em sentido inverso, ou seja, como teria sido; caso não houvesse a internet como fator de agregação em tempos difíceis como a atual pandemia do covid19.

Segundo Cunha; Sergi (2020), a propagação da internet permitiu novos processos que são recalculados a cada acontecimento novo de acesso ao conhecimento, os quais desencadeiam tendências que vão além dos usuários. A internet nas sociedades é de facto muito diversificada, atua no campo do ensino permitindo os internautas estudar varias áreas de conhecimento, conferindo um cariz altamente abrangente e completo, (GARCIA, 2010), como permite na área da saúde, (Frossard; Dias, 2016), que as pessoas doentes possam partilhar as suas próprias experiências, designadamente, com os seus familiares gerando informação desconhecida até então às pesquisas da causa e politicas publicas.

O poder de transformar da internet altera hábitos e relacionamentos, criando um ambiente de diversão e formação de identidades, reconhecida como um espaço novo de atividade humana, de caracter social, cultural e educacional, de interação com a sociedade (DIAS; CAVALCANTI, 2017).

Esta via de acesso à informação transformou as formas de comunicação relativamente a vários sectores, por exemplo, na identificação de eventos catastróficos no meio ambiente, no controlo dos recursos naturais, ou até na partilha de informação nas escolas e universidades entre professor e aluno, sendo que, à velocidade a que ocorrem as mudanças fica difícil prever o futuro.

No contemporâneo, relativamente à educação e saúde, é possível prever algumas conspeções, designadamente, melhor dinamismo, participação e colaboração; o uso de tecnologias mais rápidas e integradas; alteração do juízo de presença e de distanciamento; aumento das ofertas formativas; com o aumento da aproximação entre diferentes culturas, mediante o acesso às diferentes informações.

É por demais evidente a transformação estrutural iminente nos processos de ensino e de aprendizagem. De forma que as instituições de ensino rapidamente adaptaram-se incluindo as novas ferramentas e plataformas digitais no método de ensino, garantindo assim que a transmissão educativa não fosse interrompida, chegando até aos estudantes mais isolados.

Neste caso, o flagelo da pandemia funcionou como acelerador de reestruturação e consequente introdução das formas digitais nas metodologias de ensino.

Aqui chegados é importante perceber que este incremento de uso das novas tecnologias, por um lado despertou o caracter da sua eficácia; e por outro revelou a necessidade da modernização das instituições em cenários não pandêmicos.

O vírus modificou a perceção sobre o que era tido como mania do online, transformo-a em uma mentalidade de necessidade diária. Nesta perspetiva, existiu um despertar para problemas resultantes de um ensino não presencial, nomeadamente, sociais, devido à necessidade de subscrição de serviços; de acesso à internet e até aquisição de dispositivos.

Efetivamente, numa visão de acesso a todos à educação, obviamente os estudantes que vivem em meios rurais, sem acesso a um computador ou à internet, não podem ficar prejudicados, existindo a necessidade de encontrar uma forma de os incluir nesta nova realidade.

É neste sentido que surge a criação de políticas públicas de emergências para dirimir estas questões, uma vez que, as tecnologias digitais de informação e comunicação, pela via da internet, são nos dias de hoje a forma mais viável para a continuidade do processo de aprendizagem escolar.

Esta temática é de fato complexa; porque levanta questões em diversas áreas, designadamente, politicas, financeiras; questões antigas relacionadas à desigualdade estrutural, à pobreza e à exclusão social. A reflexão no presente artigo é importante, porque as tecnologias digitais de informação e comunicação, exercem um papel fundamental no que respeita à execução de práticas pedagógicas e educacionais, e também pelo alerta da necessidade de investimentos por parte do poder público que se revelam quase inexistentes. Este ultimo pode originar um atraso pedagógico onde as novas tecnologias não chegam, nesse sentido, o pensar sobre a sua complexidade e amplitude ajudará a compreender vantagens e desvantagens, encontrando-se entendimentos que nos vão conduzir a um futuro de maior aceitação a estas novas realidades.

Bibliografia:

Brazilian Journal of Development Braz. J. of Develop, Curitiba, v. 6, n. 10 , p.78866-78876, oct. 2020.

CUNHA, G. SERGI, M. J. A relação entre o indivíduo pós-moderno, o consumo e a internet das coisas.

SANTOS, F. M. F.; ALVES, A. L.; PORTO, C. M. Educação e tecnologias: Potencialidades e implicações contemporâneas na aprendizagem, (p. 44-61), 2018. SANTOS, B. S. A Cruel Pedagogia do Vírus. Editora Almedina. ISBN 978-972-40-8496-1, CDU 347, 2020. SILVA, M., 2003. UNESCO. Impact of Education. Disponível em: https://en.unesco.org/covid19/educationresponse. Acesso em: 09 mai. 2021.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Tendências dos fluxos migratórios Portugueses









Os fluxos migratórios Portuguesas, concretamente, as tendências e desafios. Desde os primórdios do tempo, a humanidade tem assistido a constantes circulações demográficas, quer sejam, individuais ou em grupo, de varias naturalidades geográficas, impulsionadas por várias razões, principalmente, a motivação económica. Nesse sentido, surge, nomeadamente, as Teorias do Capital que procuram analisar o porquê de alguns indivíduos emigrarem.    

De fato Portugal é um país com forte migração, que se tornou, numa componente estrutural da sua própria sociedade. Ao longo do tempo acostumou-se a observar Portugal como um país de emigração, sendo esta, uma das características de reconhecimento a nível mundial. Todavia Portugal também se tornou num pais de imigração, alteração frequentemente associada ao processo de descolonização das ex-colónias de África e às alterações políticas ocorridas em Portugal em 1974, responsáveis pela restauração da democracia…

Finalmente, estes fluxos de migração, (emigração e ou imigração), portuguesa trazem consequências positivas, nomeadamente, o aumento de receita do PIB, devido ao envio de remessas dos emigrantes, mas também negativas, por exemplo, a emigração definitiva de jovens altamente qualificados em idade ativa, tendo consequências nefastas, nomeadamente, do ponto de vista da demografia portuguesa.



Em tempos difíceis e conturbados como os atuais devido às crises económicas globais, os Portugueses procuram oportunidades de trabalho fora do seu território. De fato Portugal antes de ser um país de imigração é um país de emigração, sendo esta, ainda hoje uma presença constante na sociedade portuguesa. Desde a segunda metade do século XX e devido ao contexto económico global, que os fenómenos migratórios tornam-se numa realidade complexa e de grande importância pelo impacto causado a nível mundial. Nesse sentido, foram necessários grandes esforços na criação de mecanismos de controlo internacional e de estudo sobre as causas e consequências destes fenómenos. O fluxo migratório português era já uma realidade no séc.XV, aquando do povoamento pelos portugueses das ilhas do Atlântico, observou-se à saída de colonos nativos portugueses do Algarve e da região de entre o douro e alto Minho. Posteriormente, nas décadas seguintes, os movimentos de emigração intensificaram-se e alastraram-se aos territórios descobertos da costa africana, do oceano Indico e do continente sul-americano. Neste último, concretamente, no Brasil o movimento migratório intensificou-se a partir de finais do séc. XVIII, de sobremaneira que em algumas regiões de Portugal, assistiu-se a um verdadeiro êxodo, (Arroteia, 1985:435), principalmente, pela contratação de novos emigrantes das regiões do norte e centro de Portugal. Estes últimos para corrigir a falta de mão-de-obra, movimento que se manteve durante e pelo séc. XIX, por altura da 1ªGrande Guerra e sobe a partir da 2ºGrande Guerra, sendo que, a partir desse período o movimento expande-se à Europa. Ainda na conjuntura da migração Portuguesa, no século XX, segundo o autor Baganha, (1994:960), identificam-se dois ciclos migratórios, o 1º transatlântico, com inicio em meados do século passado até aos anos 50; o 2º é intraeuropeu e foi dos anos 60 a finais dos anos 70. Este fluxo migratório de diversidade regional é registado, principalmente, pela motivação económica, escolhendo a França como pais predileto de destino.                                                              

Em novo contexto, marcado pela crise do petróleo, mudança de regime e entrada de Portugal na então CEE, a emigração portuguesa sofreu alterações, passando de uma migração de cariz permanente, (até 1985), para uma atual de carácter temporário. Todavia é também nesse mesmo início de século que se assiste a um aumento do número de saídas, visando novos destinos, Reino Unido e Espanha, também com o reforço migratório das correntes já existentes, por exemplo, Suíça e Luxemburgo. Por outro lado, note-se a grande mobilidade de livre circulação permitida pela U.E., que conceptualmente, se reveste numa logica temporal e não definitiva. A presente realidade demonstra, apoiada em estudos doutrinários, designadamente, do autor, Jorge Malheiros, que os portugueses continuam a preferir o espaço europeu para procurar emprego. No entanto, embora a Europa seja o espaço de destino por eleição não detém o domínio nesta matéria, assistindo-se a uma redefinição das rotas de destino, concretamente, Reino Unido e Espanha. Externamente ao espaço europeu, como países emergentes temos por exemplo a Angola. Se por um lado neste último se assiste ao recrutamento com base na necessidade de mão-de-obra com qualificações intermédias ou mesmo elevadas, nos primeiros, Reino Unido e Espanha, as qualificações variam entre uma percentagem relativamente elevada em profissões qualificadas e um valor ainda maior em atividades não qualificadas. Relativamente à dimensão espacial, as migrações Portuguesas aproveitam as conexões sociais já conhecidas, França, Suíça e Luxemburgo, muito embora uma nova dinâmica de globalização e mobilidade internacional posicione o alargamento dos destinos, por exemplo, a Espanha e Angola, pela proximidade e componente histórico-geográfico.

 Paralelamente ao alargamento desta dimensão espacial, verifica-se a alteração dos perfis dos emigrantes portugueses, com alterações ao nível das qualificações, o rejuvenescimento e diversificação do tipo de emigrante e o aumento da presença das mulheres face aos homens. Aqui chegados, importa ainda referir os modos de inclusão profissional, a associação da competência face a instrução, assim como, o não regresso dos jovens emigrantes altamente qualificados, cuja presença é cada vez maior no universo dos emigrantes. Do ponto de vista da dimensão temporal é por demais evidente uma evolução crescente da emigração temporária em relação à permanente, fator que revela a intenção dos emigrantes de permanecerem no estrangeiro por curtos períodos de tempo, (1ano). Do ponto de vista motivacional, os portugueses emigram na sua maioria, por instabilidade económica, (emigração económica). Sumariamente, a definição contemporânea do emigrante português, insere-se num registo de emigração temporária jovem, onde 55% dos jovens têm menos de 30 anos e são na sua maioria do sexo masculino, embora se verifique um aumento crescente do número de mulheres. Da perspetiva das habilitações, a inclusão profissional da maioria com baixos níveis de instrução ou médio baixos, são absorvidos em segmentos menos qualificados, embora o número de jovens com níveis de instrução médios e elevados tenham aumentado. Relativamente à variedade de perfis do emigrante, esta tem sido acompanhada pelas mudanças de destino; pelos denominados países emergentes, Angola, Brasil e China que se assumem como polos de emigração qualificada e técnica. Na perspetiva da politica de imigração recente dos refugiados, que buscam países da U.E., para se instalarem, Portugal revelou-se estar à altura dos desafios, conseguindo, (contrariamente a outros que inclusive fecharam fronteiras), acolher, cuidar e inseri-los na comunidade. Efetivamente, alguns são forçados a emigrar por necessidade, mas também não pode ser descurado o número daqueles que são levados pelas metas e objetivos, criando um problema demográfico, uma vez que, se as saídas forem massivas poderão impedir o crescimento económico do país. Atento a facilidade com que hoje se pode ser um emigrante, carece de medidas atrativas para colmatar a saídas, (abordagem de Böhning).

Na minha opinião, a abordagem deve ser feita em termos macro e num cariz de maior solidariedade capitalista, ou seja, deve haver um equilíbrio remuneratório aceite mundialmente, onde instituições como a União Europeia, as Nações Unidas; podem e devem contribuir para essa construção ideológica. Nesse sentido, esta temática da migração nacional e suas consequências, nomeadamente, Brain Drain e Guestworker carece de máxima atenção nas agendas políticas, uma vez que, está em causa o desenvolvimento do país e até a nossa identidade nacional. 

Resumindo é de extrema importância, analisar sempre a migração Portuguesa e suas consequências, do ponto de vista micro e macro, pois não só temos a responsabilidade do desenvolvimento nacional, e honrar os compromissos com a U.E; como também devemos preservar a nossa identidade nacional, quer isto dizer a nossa gente.

 Conclusão, fluxos migratórios Portugueses em análise, são de caráter temporário, privilegiam a Europa, com uma tendência de rejuvenescimento do seu universo e face á expansão do mercado de trabalho um reforço nas qualificações, assim sendo, Portugal atendendo à sua dimensão económica e características, assume-se com um duplo papel, de recetor e emissor de mão-de-obra, num contexto de integração europeia e de globalização.

Bibliografia

Monografias:

- Arroteia, Jorge (1985), "Aspetos recentes da emigração portuguesa", Revista Crítica de Ciências Sociais (15/16/17), (pp. 435-443).

(Ultima consulta 2017-12-17 ás 20h00). http://www.ces.uc.pt/rccs/includes/download.php?id=3451

 

- Baganha, Maria Ioannis, 1994, As correntes emigratórias portuguesas no século XX e o seu impacto na economia nacional, Análise Social, XXIX (128), (pp.959-980).

(Ultima consulta 2017-12-17 ás 20h00). http://www.observatorioemigracao.secomunidades.pt/np4/592

 

- Marques, José Carlos, 2001, A emigração portuguesa para a Europa: desenvolvimentos recentes, Revista Janus, 146-147 (Ultima consulta 2017-12-17 ás 20h00). http://www.observatorioemigracao.secomunidades.pt/np4/592

 

- Rocha-Trindade, Maria Beatriz (coord.), 1995- Sociologia das Migrações. 1ª Edição – 3ª impressão Lisboa: Universidade Aberta. Agosto 2008. ISBN 978-972-674-162-6

 

- Peixoto, João, 2004, As Teorias Explicativas das Migrações: teorias Micro e Macro-Sociológicas, Socious Working Papers, Nº11, Lisboa, UTL (Ultima consulta 2017-12-17 ás 20h00). https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/2037/1/wp200411.pdf

 

- Peixoto, João, 2001, Migrações e políticas migratórias na União Europeia: livre circulação e reconhecimento de diploma (Análise Social, vol. XXXVI (158-159), 2001, 153-183) (Ultima consulta 2017-12-17 ás 20h00). http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1218726268N3vZK0ty5Mj52AE8.pdf


João Carriço

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Telemoveis_nova_realidade_de_negocio

 



Telefones celulares, você realmente quer estar disponível o tempo todo?



Você realmente deseja estar disponível para todos, 24 horas por dia, 7 dias por semana?  O que eu quero dizer?  Uma pessoa famosa disse uma vez que quanto mais disponível você se torna;  mais disponível todos esperam que você esteja.  As pessoas ficarão realmente incomodadas se você não estiver instantânea e constantemente disponível, em vez de ficar satisfeito quando ligar.  Pessoas que esperam que você esteja disponível o tempo todo podem ser irritantes.  Chamadas de telefone celular seguem você em qualquer lugar, incluindo seu banheiro.  Mesmo durante a noite, quando você quer descansar, os telefones celulares continuam a tocar e incomodar.  Se for importante, não há problema, mas se for muito servil, por que você precisa ser incomodado tão tarde.


Hoje, nesta sociedade moderna, em que vivemos e com a proliferação de telefones celulares, vemos pessoas falando em qualquer lugar e em todos os lugares.  Se usado para negócios, pode ser muito eficaz e valioso.  No entanto, para questões muito servis, ser incomodado durante o sono e mesmo durante a hora do banheiro pode ser muito chato, se não totalmente nojento.  No entanto, se você se torna disponível o tempo todo, cria seu próprio pesadelo.


A etiqueta do telefone celular está se tornando um conceito esquecido.  Você verá pessoas falando alto ao telefone e atrapalhando as pessoas próximas em restaurantes e até mesmo em escritórios.  Tenho certeza de que, uma ou duas vezes em uma reunião, você notará que, quando um telefone celular toca, quase todos ao redor procuram imediatamente seus celulares.  Se você fosse quem estivesse falando e a pessoa à sua frente falasse no telefone, como você se sentiria?  Tenho certeza de que você se sentirá menosprezado e ignorado.  Prática rude e deve ser alterada.


Pode ajudar as pessoas que usam telefones celulares a seguir um certo grau de etiqueta com relação ao uso de telefones celulares, especialmente em lugares onde você pode parecer rude se usar ou mesmo quando o telefone tocar.


Quando você está em um local de culto, pode ser necessário deixar seu celular em casa ou pelo menos desligá-lo se você não quiser se afastar dele.  Isso ocorre porque o toque do telefone celular não irá apenas perturbá-lo enquanto você ora, mas também perturbará os outros.  Você não precisa exibir seu gadget caro em um local de culto.


Durante as reuniões, desligue o celular;  é rude ter o telefone tocando enquanto alguém fala.  A interrupção pode causar problemas, especialmente quando a reunião aborda questões extremamente importantes.  No entanto, se você estiver esperando uma chamada extremamente importante, pode usar o modo vibrar do seu telefone celular para alertá-lo quando uma chamada estiver chegando e sair da reunião se precisar atendê-la.  Você também pode informar ao possível chamador que você está em uma reunião e que não pode ser interrompido.


Ao viajar e se estiver a bordo de uma aeronave, será necessário desligar o telefone.  Isso ocorre porque os dispositivos eletrônicos podem interferir na aviônica da aeronave.  Portanto, é obrigatório desligar o telefone por motivos de segurança.  Porém, para voos extremamente longos, as companhias aéreas permitem o uso do celular em um determinado horário, se você realmente precisa fazer uma ligação, use esse tempo alocado se necessário.


O telefone celular tornou-se uma necessidade hoje em dia, é por isso que a maioria das pessoas o usa e os fabricantes de telefones celulares têm desenvolvido continuamente diferentes usos e funções para este aparelho tão pequeno.  Seja globalmente competitivo, mas você deve entender que ser rude não faz parte da modernidade.  Siga certo grau de etiqueta;  isso será muito útil para você e sua empresa.



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Ter mais um gato!

 

Os gatos



Ter mais do que um gato!


Quando você decide adicionar um novo gato à sua casa, normalmente é mais emocionante para você e sua família do que para o gato que você já possui.  Embora a maioria dos gatos seja solitária por natureza, a maioria também aceitará ou, eventualmente, tolerará qualquer adição.  Os gatos podem ser muito territoriais, por isso você deve sempre ter cuidado ao apresentar um novo gato ao seu gato atual.


Se você estiver apresentando gatinhos uns aos outros, todo o processo de apresentação pode ser curto, durando apenas 10-15 dias.  Apresentar gatos uns aos outros depende de seu temperamento e personalidade.  Quando você apresenta um novo gato para o seu gato atual, você deve sempre se certificar de dar a ele muito amor e atenção.  Assim, seu gato se sentirá seguro e saberá que não está competindo com seu novo gato por afeto.


Ao trazer seu novo gato para casa, você deve deixá-lo ficar em um quarto seguro até terminar de apresentá-lo.  Seu quarto seguro pode ser qualquer cômodo pequeno da casa, como um banheiro ou um quarto extra.  A chave aqui é usar um cômodo em que o seu gato atual não entre. No cômodo, você deve deixar para o seu novo gato um poste, cama, prato de água, caixa de areia e prato de comida.


No início, seu gato atual pode uivar e sibilar quando está na porta, tentando dizer ao outro gato que ele não pertence.  Quando isso acontecer, você deve ignorá-lo, pois punir seu gato por seu comportamento só causará mais problemas.  Depois de um tempo, o primeiro gato começará a agir calmo quando estiver perto da porta do novo gato.  Quando ele começar a agir calmo, você deve acariciá-lo e elogiá-lo.


Quando seu primeiro gato começa a passar pela porta de seu novo gato e não uiva ou assobia;  você pode começar a apresentá-los um ao outro.  A melhor maneira de fazer isso é acostumando-os com o cheiro um do outro.  Você pode começar a deixá-los comer do mesmo prato, embora queira alimentá-los em intervalos diferentes no início.  Desta forma, o cheiro de cada gato estará presente no prato de comida, e cada gato receberá o cheiro quando comer sua comida.


Assim que os dois gatos se acostumarem com o cheiro, você pode começar a alimentá-los mais próximos.  Para fazer isso, você deve manter seu novo gato na sala segura com a porta fechada, e seu primeiro gato do outro lado da porta com seu prato de comida.  Desta vez, alimente os dois gatos ao mesmo tempo.  Depois de fazer isso algumas vezes, eles devem começar a comer sem chiar ou rosnar.  Nesse ponto, eles estão prontos para serem apresentados um ao outro.


Quando você os apresenta na mesma sala, alguns rosnados e assobios são esperados.  Embora possam ser usados ​​com o perfume um do outro;  seu primeiro gato ainda se sentirá um pouco estranho com seu novo gato em seu território.  Você deve brincar com os dois no início, para que possam cheirar um ao outro e se cumprimentar à sua maneira.  Se eles começarem a brigar, você deve separá-los e dar-lhes algum tempo separados.


Pode levar algum tempo para que eles se acostumem totalmente um com o outro, embora, quando o fizerem, se tornarão companheiros para o resto da vida.  Os gatos adoram ser sociais, embora possa ser um pouco difícil no início, especialmente para o seu primeiro gato.  Os gatos podem ser muito territoriais, especialmente se você tiver um gatinho por perto.  Se você acostumar os dois desde o início, será muito mais fácil adicionar futuros gatos à sua casa.



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